Delator diz que dinheiro recebido por Malafaia não era ilegal: “Era oferta”

Segundo o jornalista Guilherme Amado, colunista do Jornal “O Globo”, um advogado investigado na operação “Timóteo” afirmou em depoimento à Polícia Federal que o cheque de R$ 100 mil reais doado ao pastor Silas Malafaia não é fruto de propina ou lavagem de dinheiro. Segundo a coluna, o dinheiro seria uma oferta, “uma doação religiosa mesmo”.

Em dezembro do ano passado o pastor Silas Malafaia foi alvo de uma condução coercitiva para dar explicações à policia por ter recebido R$ 100 mil reais que teria sido desviado do Departamento Nacional de Produção Mineral. A policia suspeita que Malafaia teria usado as contas da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Vitória em Cristo para receber propina no esquema de desvio de royalties investigado pela Operação Timóteo.

O Pastor Silas Malafaia (Adriana Lorete | Agência O Globo)

Silas Malafaia no entanto negou as acusações, alegando não saber que a quantia recebida era proveniente do esquema de lavagem de dinheiro e que pensou desde o início que se tratava de um dinheiro limpo e que foi doado como uma oferta normal. “Há um tempo atrás, não me lembro se dois ou três anos, eu recebi no meu escritório, com o pastor Michael Abud, um advogado membro da igreja dele que veio me trazer uma oferta de cem mil reais, um cheque. Tanto é que o cheque foi depositado, certo? Eu pergunto a vocês: quer dizer que eu recebo oferta, declaro Imposto de Renda, não recebi dinheiro em mão, não tem dez cheques na minha conta, um cheque…”, afirmou o pastor.

As novas declarações do advogado investigado no caso, podem inocentar o pastor Silas Malafaia que comemorou no Twitter a notícia do jornal “O Globo”. “A safadeza que fizeram comigo começa a ser desmentida”, declarou o pastor publicando o link da matéria do jornal.

 

 

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