Publicado em: qua, set 14th, 2016

Google tem nova “arma” para combater Estado Islâmico

Gigante tecnológica deteta palavras-chave utilizadas para encontrar propaganda do grupo terrorista e reencaminha a pesquisa para conteúdos anti-EI

A Google desenvolveu uma ferramenta online para contrariar a propaganda do Estado Islâmico (EI) na internet. O método reconhece as palavras-chave utilizadas nos motores de pesquisa da gigante tecnológica e reencaminha os resultados para conteúdos anti-EI.

Jigsaw” não é uma novidade para muitos programadores e também para jornalistas de dados. O programa desenvolvido pela Google agrega as palavras-chave utilizadas numa determinada pesquisa, depois redireciona os resultados para conteúdos pré-definidos.

No caso do Estado Islâmico, a internet tem sido uma forte aliada da propaganda da mensagem terrorista e na busca por novos recrutas para as linhas de combate e também para ataques no ocidente.

Muitos dos novos filiados ao grupo extremista usaram os motores de busca na internet para encontrar mais informação sobre e como podem alistar-se ao EI.

Agora, através do “método de reencaminhamento” da “Jigsaw”, a Google está a rastrear os internautas que andam à procura do EI na rede. A ferramenta usa os algoritmos do próprio motor de busca da gigante tecnológica para reencaminhar os resultados da pesquisa para vídeos anti-EI.

Alguns desses vídeos foram filmados no interior do califado, outros mostram testemunhos de vítimas do EI que relatam os episódios de terror perpetuados pelo grupo terrorista. Mas também há vídeos de membros religiosos e professores a explicarem que a doutrina defendida pelo autoproclamado EI não corresponde à filosofia defendida pelo Islão.

Em oito semanas de projeto piloto, o programa da Google já seguiu 320 mil indivíduos e 1700 palavras-chave diferentes.

No total, as pessoas visadas pela plataforma informática visualizaram 500 mil minutos de vídeos anti-EI.

As potencialidades da ferramenta podem vir a ser alargadas, uma vez que as palavras-chave rastreadas podem ser programadas para outros fins, como conteúdo pornográfico, ilícito, racista ou xenofónico, ou então palavras associadas ao tráfico de drogas, órgãos ou de pessoas.

Fonte: TVI 24

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Sobre o Autor

- É formado em Comunicação Social - Publicidade e propaganda. Evangélico, criou a Rede Pentecostal para divulgar notícias do segmento pentecostal.

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